Solfarcos -

ProtPilot

Translação para a escala piloto/semi-industrial da produção biotecnológica de proteínas

Desde a sua criação em 2016, a Solfarcos tem estado empenhada em ser pioneira nos avanços biotecnológicos com foco nas indústrias cosmética e farmacêutica. 

O projeto ProtPilot surge da necessidade estratégica de a Solfarcos consolidar e expandir a sua capacidade interna de produção biotecnológica de proteínas e péptidos destinados à indústria cosmética. Com o crescimento da procura por ingredientes biotecnológicos de elevada performance, tornou-se imperativo estabelecermos uma unidade produtiva dedicada, capaz de aumentar a eficiência operacional, otimizar processos e gerar maior valor para clientes e parceiros.

O projeto, conforme operacionalizado, permitiu concluir as obras de adaptação das infraestruturas da unidade produtiva de proteínas recombinantes, adquirir equipamentos de última geração para fermentação, expressão e purificação de proteínas, realizar atividades essenciais de investigação e desenvolvimento para adaptação ao aumento de escala e otimização dos processos e assegurar a remuneração de uma equipa técnica altamente especializada.

O financiamento obtido desempenhou um papel catalisador, reforçando a capacidade da Solfarcos para responder à crescente procura de um tipo de produtos de nicho, expandir a presença internacional e consolidar a sua posição como referência no setor da biotecnologia aplicada ao setor cosmético. O marco de maior importância que prova o sucesso deste projeto foi o lançamento, no final do primeiro trimestre de 2024, do champô seco Airwash™ da K18, que incorpora a proteína OBProTec da Solfarcos produzida na unidade produtiva criada. Além de ser o primeiro produto cosmético no mercado com uma proteína recombinante, tornou-se o artigo mais vendido da Sephora na sua primeira semana de comercialização, o que valida tanto a tecnologia como o posicionamento estratégico da empresa no mercado global de biotecnologia cosmética.

Com níveis de maturidade tecnológica que evoluíram de TRL 1–4 para TRL 6–9 nos diferentes objetivos, o ProtPilot afirma-se como um projeto estruturante para a Solfarcos, fortalecendo a sua posição como referência em biotecnologia cosmética e permitindo responder à crescente procura por soluções inovadoras, sustentáveis e de elevada performance. O projeto focou-se essencialmente na inovação em processos, e não na criação de novos produtos finais. O plano de trabalhos foi estruturado para dar resposta a quatro objetivos principais, interdependentes e complementares:

 

Objetivo 1 – Obtenção de um processo semi-industrial de produção e purificação de proteínas (TRL 4 → 8)

Visou otimizar processos de fermentação capazes de alcançar rendimentos entre 0,5 e 5 g/L, utilizando sistemas flexíveis a nível de microorganismos (bactérias ou leveduras), tipo de produção (intra ou extracelular) e modo operacional (batch ou fed-batch). A utilização de metodologias de desenvolvimento estatístico acelera a otimização, crucial face aos prazos de lançamento definidos pelos clientes. O aumento de rendimento é determinante para garantir custos competitivos num setor onde a produção de proteínas recombinantes é tradicionalmente muito mais dispendiosa (na indústria biomédica).

 

Objetivo 2 – Plataforma piloto de bioprodução para diferentes proteínas (TRL 3 → 9)

Exigiu colaboração próxima com uma equipa de engenharia especializada no desenvolvimento e instalação de maquinaria em escala piloto. O sucesso é medido através da comparação de produtividade entre o processo laboratorial e o processo à escala piloto/semi-industrial.

 

Objetivo 3 – Sistema piloto modulável de purificação de proteínas (TRL 3 → 9)

Consistiu na replicação em escala dos processos laboratoriais de purificação, através da implementação de módulos de separação, clarificação e filtração.

 

Objetivo 4 – Gestão e reaproveitamento de resíduos (água e biomassa) (TRL 1 → 6)

Focou-se em reduzir o consumo de água e promover a recirculação de resíduos sem comprometer a qualidade e segurança do produto. Incluiu passos desde a modificação de etapas de processo (ex.: substituir diálise por filtração tangencial) até adaptações no desenho dos equipamentos (ex.: sistemas de refrigeração com recirculação). Este era o objetivo de maior risco, dada a dependência da estabilidade e maturidade dos restantes processos.

 

A ficha de projeto pode ser consultada aqui.

A operação ProtPilot foi financiada pelo Portugal 2030 e pela União Europeia. Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si.

 

Barra de Financiamento COMPETE2030

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